quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

o silêcio que ninguém ouviu

Férias! Dormir até a hora que quero!! uhul!!

São oito da manhã, o andar de cima já acordou, o que eles estão fazendo é uma incógnita, a única coisa que se sabe é que estão fazendo barulho, pelo barulho pode-se fazer especulações: eles podem estar constantemente pregando alguma coisa na parede, podem estar andando com sapatos holandeses de madeira, ou sapateando. Mas tudo bem, isso passa, afinal o "tufão" lá fora consegue fazer mais barulho.
Mas ainda dá pra ficar deitada na cama, tentando voltar a dormir, o vento está batendo na janela, parece que está tendo um tufão lá fora, o andar de cima sapateia, mas ainda dá para dormir...
Até que o telefone toca, e toca, e ninguém atende, e ele toca, e toca... Quando você vê que não tem mais jeito e levanta pra atender, ele pára de tocar. Tudo bem, agora que já levantou vai ver televisão, só que não dá para ouvir nada, porque decidiram reformar o prédio visinho, então estão com serras, e britadeiras, e não-sei-mais-o-que, mas tuuuuuuuuudo bem, o som não é necessário, é só assistir alguma coisa legendada.
Pasa helicóptero, passa ambulância, passa moto, barulho vai, barulho vem, e chega a hora do almoço, momento mais tranquilo, afinal, os pedreiros da obra vizinha também foram almoçar. Porém, o andar de cima decide almoçar na mesma hora. Depois de um arrasta arrasta de cadeiras, um avião decide passar.
Terminado o almoço, lá vem mais barulho. Passam outras motos, o visinho de cima ainda sapateia, e os pedreiros voltam ao trabalho. Umas três da tarde, resolvem cortar a grama e as cinco começa o horario de rush.
Motos, aviões, helicópteros e businas vem e vão, e quando chega a hora de dormir, vem o tufão que é causado pela corrente de ar que se forma entre os dois prédios. E você tem a sorte de dormi no quarto que faz mais barulho, pois está no ponto que o vento faz a curva. E como se não bastasse o sapateado, o andar de cima resolve ir tomar banho as onze da noite. E para finalizar, as cinco da manhã eles resolvem ir ao banheiro.

sábado, 1 de dezembro de 2007

metamorfose ambulante

Como diz a música, "sentimentos são fáceis de mudar"
Você pode amar alguém hoje, e amanhã já não, confiar hoje, e amanhã desconfiar. O fato de não sentir mais a mesma coisa que sentiu antes não quer dizer que você estivesse mentindo, porque nossos sentimentos mudam.
Se você diz um Te amo, mas depois de um tempo já não ama mais a pessoa, isso não quer dizer que, quando disse Te amo, estava mentindo. Muitas vezes era verdade, você realmente amava a pessoa, porém coisas acontecem e as pessoas mudam, consequentemente, os sentimentos também. Quantos são casos de pessoas que se odiavam, e depois acabaram casando?
O fato dos sentimentos mudarem, não significa que não sejam verdadeiros, não significa que não foram sentidos com intensidade. Assim, também, as pessoas mudam, mas não deixam de ser elas mesmas. Basicamente, somos todos uma metamorfose ambulante.
Quando brigamos com alguém, podemos começar a sentir um ódio mortal da pessoa, mas isso não significa que antes não gostávamos dela, e não faz com que os momentos bons que tiveram juntos sejam apagados. Claro, se você agora sente um ódio mortal da pessoa, esses momentos bons não vão ser mais uma recordação tão boa, mas quem sabe o tempo façam elas voltarem a ser boas...
Enfim, o fato de que nossos sentimentos em relação às coisas e pessoas mudem, não quer dizer que fomos falsos quando falamos um Te amo, por exemplo. Tampouco quer dizer que somos maus. Tudo muda (até bermuda XD... isso é péssimo hehehehehe), mas é bom que as coisas mudem, mesmo quando essas mudanças nos dão medo, mesmo quando queremos que as coisas continuem como estão, se não houvessem mudanças ainda viveriamos em cavernas.
Por isso, como já disse Raul Seixas:
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
...